Corretores de imóveis: mais que vendedores, realizadores de sonhos. Mercado imobiliário mantém ritmo de alta, com valorização acima da inflação
Corretores de imóveis: mais que vendedores, realizadores de sonhos.
No mercado imobiliário de alto padrão, a diferença entre um corretor comum e um profissional de excelência está na capacidade de entender de pessoas. Mais do que apresentar imóveis, é preciso compreender histórias, desejos e necessidades para entregar soluções que realmente façam sentido. Um bom corretor de imóveis é aquele que escuta, observa e adapta sua abordagem para criar conexões genuínas com cada cliente.
A importância da escuta ativa
No segmento de imóveis de luxo, cada cliente carrega expectativas únicas. Praticar a escuta ativa vai muito além de ouvir, envolve captar nuances, identificar prioridades e perceber detalhes não ditos. Essa sensibilidade permite que o corretor apresente propriedades que reflitam não apenas critérios técnicos, mas também o estilo de vida e a visão de futuro do comprador. Ao dominar essa habilidade, o profissional constrói relacionamentos de confiança e se torna referência no mercado.
Conexão como diferencial competitivo
Enquanto muitos focam apenas nas negociações e no fechamento de contratos, os corretores com visão empreendedora sabem que o verdadeiro valor está em criar vínculos duradouros. Compreender emoções, reconhecer momentos importantes e personalizar cada interação fortalece a imagem do profissional e da marca que representa. Nesse sentido, o mercado imobiliário de alto padrão valoriza quem vai além da venda, atuando como um consultor que entende e materializa sonhos.
Mercado imobiliário mantém ritmo de alta, com valorização acima da inflação.
O mercado imobiliário brasileiro segue aquecido. Em julho, os preços de venda de imóveis residenciais subiram 0,58%, superando o índice de junho (0,45%) e acumulando alta de 7,31% nos últimos 12 meses, segundo o Índice FipeZAP. O desempenho superou a inflação do período, estimada em 5,30% pelo IPCA, e também o IGP-M, que registrou 2,96%.
A demanda por imóveis menores continua impulsionando o setor. As unidades de um dormitório lideram a valorização anual, com alta de 8,54%, reflexo da busca por praticidade e menor custo nas grandes cidades. Em julho, porém, imóveis de três dormitórios puxaram o aumento mensal, com 0,69%.
Entre as capitais, Vitória (+23,90%), Salvador (+19,27%) e João Pessoa (+17,03%) apresentaram as maiores valorizações no acumulado de 12 meses. Em contrapartida, Brasília (+2,06%) e Goiânia (+3,39%) mostraram crescimento mais modesto.
O preço médio nacional de venda alcançou R$ 9.375 por metro quadrado. Vitória (R$ 14.031/m²), Florianópolis (R$ 12.420/m²) e São Paulo (R$ 11.671/m²) figuram entre as mais caras do país. Já Aracaju (R$ 5.179/m²), Teresina (R$ 5.664/m²) e Natal (R$ 5.944/m²) apresentam os menores valores.
Locação desacelera, mas segue acima da inflação
Apesar da desaceleração, o mercado de aluguéis ainda mostra força. O aumento de 0,51% em junho elevou o acumulado de 2025 para 5,66%, bem acima da inflação do semestre, de 2,99%. Nos últimos 12 meses, os aluguéis subiram 11,02%, com destaque para unidades de um dormitório (+11,91%).
Belém (+19,85%), Porto Alegre (+18,75%) e Fortaleza (+16,84%) lideram os aumentos. “Mesmo com sinais de moderação, o custo da locação ainda pesa no bolso das famílias, principalmente onde há pouca oferta”, aponta o levantamento.
Brasília é a única capital com queda no período: recuo de 1,54%.
O valor médio nacional de aluguel chegou a R$ 49,23 por metro quadrado em junho. Imóveis de um dormitório foram os mais valorizados, com R$ 66,48/m². São Paulo (R$ 61,32/m²), Belém e Recife encabeçam o ranking nacional.
Rentabilidade ainda exige cautela
A rentabilidade bruta com aluguel no país ficou em 5,93% ao ano abaixo da renda fixa. No entanto, mercados regionais como Manaus (8,44%), Belém (8,34%) e Recife (8,30%) oferecem retornos mais atrativos, especialmente em imóveis compactos. Já Vitória (4,13%) e Curitiba (4,55%) demandam maior atenção a custos e vacância.
“Com os juros ainda elevados, o investimento em imóveis precisa ser bem calculado. Mas cortes na Selic podem mudar esse cenário”, avalia o relatório.
A expectativa para o segundo semestre é de alta moderada, sustentada pela demanda por unidades pequenas, bem localizadas e com boa infraestrutura.
Fonte: Papo imobiliário

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